CAMPO GRANDE
São Paulo

Juiz que matou ciclista ao dirigir bêbado recebeu mais de R$ 700 mil só em 2025

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O juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, de 61 anos, que atropelou e matou a ciclista Thais Bonatti, de 33 anos, em Araçatuba (SP), recebeu mais de R$ 700 mil apenas nos primeiros seis meses de 2025. A informação consta no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Conforme publicou o Metrópoles, segundo os dados oficiais, o magistrado teve uma média de rendimentos mensais de R$ 129 mil, o que resultou no total líquido de R$ 781 mil no primeiro semestre deste ano.

O caso ganhou repercussão nacional não apenas pela gravidade do atropelamento, mas pelas circunstâncias chocantes em que ocorreu: o juiz dirigia embriagado, com uma mulher nua em seu colo, no momento em que atropelou a vítima.

O que aconteceu

O atropelamento ocorreu na manhã da última quinta-feira (24/7), na Avenida Waldemar Alves, em Araçatuba. Thais Bonatti estava indo ao trabalho de bicicleta quando foi atingida pela caminhonete Ford Ranger conduzida por Fernando Augusto.

Ela foi socorrida em estado grave e levada à Santa Casa de Araçatuba, onde permaneceu internada com traumatismo craniano e fraturas na bacia. Thais morreu no sábado (26/7) após não resistir aos ferimentos.

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Embriaguez e fiança

No momento do acidente, o juiz aposentado apresentava claros sinais de embriaguez. Ele foi preso em flagrante e levado à Delegacia Seccional de Araçatuba, onde passou por exame pericial que confirmou a presença de álcool no organismo.

Segundo a polícia, a mulher que o acompanhava tentou sentar em seu colo, e foi nesse momento que ele acelerou o veículo e atingiu a ciclista.

Mesmo diante da gravidade dos fatos, Fernando Augusto foi solto na sexta-feira (25/7) após pagar fiança de R$ 40 mil.

Revolta e comoção

A morte de Thais gerou comoção na cidade e revolta nas redes sociais. Familiares e amigos cobram justiça e criticam o valor da fiança, considerado baixo diante da gravidade do caso e da condição financeira do juiz aposentado.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil e pode ter a tipificação penal agravada com a morte da vítima e a confirmação de embriaguez ao volante.

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