O Governo de Mato Grosso do Sul deu continuidade às ações para ampliar a infraestrutura mineral em Corumbá, com a declaração de utilidade pública de áreas destinadas à implantação de um transportador de correia de longa distância e de um novo pátio de produtos da LHG Mining. Paralelamente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realizará, em 11 de junho, uma audiência pública para discutir o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da expansão do terminal portuário da empresa.
Com investimento estimado em R$ 1,9 bilhão, o projeto prevê elevar a capacidade de armazenamento para 1,5 milhão de toneladas e alcançar movimentação anual de até 15 milhões de toneladas de minério. O estudo ambiental aponta o transporte hidroviário como a alternativa de menor emissão de gases de efeito estufa, mas ressalta que a operação depende diretamente das condições de navegação do Rio Paraguai, que enfrenta desafios relacionados a períodos de seca e assoreamento.
Enquanto isso, a concessão da Hidrovia Paraguai-Paraná permanece em discussão no âmbito federal. O leilão do trecho sul do Rio Paraguai foi adiado para o primeiro semestre de 2027 após reformulações no projeto, que retiraram intervenções mais profundas no leito do rio. Organizações ambientais continuam manifestando preocupação com possíveis impactos sobre o Pantanal e defendem a ampliação do transporte ferroviário como alternativa para o escoamento da produção mineral, além de solicitar estudos mais abrangentes sobre os efeitos ambientais na bacia do Rio Paraguai.
As informações são do portal CG News.




























