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Purple Drank acende alerta de overdose entre jovens

Imagem gerada com auxílio de IA

O consumo de uma bebida de origem norte-americana conhecida como purple drank ou lean tem registrado circulação entre jovens brasileiros, frequentemente associado a dinâmicas de desafios em redes sociais que remetem ao alarmante fenômeno da “Baleia Azul”. A mistura é composta por refrigerante de limão, balas de goma e xaropes para tosse que contêm codeína e prometazina. O apelo visual e o sabor adocicado mimetizam uma dinâmica de jogo, camuflando o potencial de dano físico e a ingestão de medicamentos de controle especial sem prescrição médica.

Os componentes da bebida atuam diretamente no sistema nervoso central, gerando inicialmente um estado de relaxamento e lentidão motora. Por se tratar de um opióide derivado do ópio, a codeína apresenta alto risco de desenvolvimento de dependência química e tolerância, exigindo doses progressivamente maiores. Além disso, a associação com a prometazina potencializa o efeito sedativo, elevando o risco de depressão respiratória aguda e overdose, quadros que podem ser agravados se consumidos em conjunto com bebidas alcoólicas.

A identificação do uso por parte de responsáveis e educadores baseia-se na observação de mudanças comportamentais, como sonolência excessiva, redução no desempenho escolar e isolamento. Diante do cenário, especialistas apontam que a prevenção depende de canais informativos claros sobre os impactos farmacológicos das substâncias. Campanhas de conscientização buscam desmistificar a estética associada ao consumo nas plataformas digitais, tratando o tema sob a ótica da saúde pública e da segurança química.

As informações são do portal Quadro Geral.