A nova geração da televisão brasileira já começou a dar os primeiros passos. Com a DTV+, a TV aberta passa a oferecer imagens de maior qualidade, áudio mais envolvente e recursos que aproximam a experiência dos serviços de streaming, sem deixar de ser gratuita.
Assistir televisão está prestes a ficar bem diferente. A DTV+, nome adotado para a TV 3.0 no Brasil, marca uma nova fase da transmissão da TV aberta e traz uma série de novidades para quem gosta de acompanhar novelas, jornais, esportes e programas de entretenimento.
A principal mudança está na experiência do telespectador. Além de imagens em resolução 4K — e futuramente até 8K — a tecnologia oferece som imersivo, navegação mais intuitiva e funcionalidades que permitem maior interação com os conteúdos exibidos.
Por enquanto, a DTV+ está em fase experimental nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A implantação será gradual, começando pelas 15 principais capitais brasileiras até 2030.
O que é a DTV+?
A DTV+ é o novo nome da TV 3.0, anunciado pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre em 2024. Ela representa a evolução da televisão digital, assim como a TV colorida substituiu a antiga televisão em preto e branco e, mais tarde, a TV digital trouxe melhor qualidade de imagem e conexão com a internet.
Agora, a proposta vai além da transmissão tradicional. Com a nova tecnologia, os canais passam a funcionar de forma semelhante a aplicativos, facilitando o acesso ao conteúdo das emissoras e oferecendo uma experiência mais moderna para o público.
O sistema utilizará o padrão de transmissão ATSC 3.0, considerado um dos mais avançados atualmente.
O que muda na prática?
As melhorias começam pela qualidade da imagem. A programação poderá ser transmitida em resolução 4K e, no futuro, até em 8K, com mais definição, brilho e contraste.
O áudio também evolui. A promessa é de um som imersivo, proporcionando uma experiência semelhante à encontrada nas salas de cinema.
Outra novidade é a interatividade. Dependendo do conteúdo exibido, será possível participar de enquetes, votar em programas ao vivo e até comprar produtos apresentados durante a programação.
A navegação também muda. Em vez de trocar canais da forma tradicional, cada emissora poderá ser acessada como um aplicativo, tornando o uso mais simples e intuitivo.
A internet será obrigatória?
Não. Os principais recursos da DTV+, como a transmissão em alta resolução e o som imersivo, funcionarão normalmente sem conexão com a internet.
Por outro lado, quem conectar a televisão poderá aproveitar funções extras, como compras durante a programação, participação em votações e conteúdos personalizados.
A proposta também inclui publicidade direcionada. A partir das preferências informadas pelo usuário em plataformas das emissoras, será possível exibir anúncios mais relevantes e experiências personalizadas durante transmissões esportivas e outros programas.
Será preciso comprar uma TV nova?
Não imediatamente. Assim como aconteceu na migração da TV analógica para a TV digital, haverá um período de convivência entre os dois sistemas.
Inicialmente, quem quiser acessar os recursos da DTV+ precisará de um kit formado por conversor, antena e controle remoto compatíveis com a nova tecnologia.
A expectativa é que, nos próximos anos, os novos modelos de televisores já cheguem ao mercado preparados para receber o sinal da DTV+, dispensando o uso do conversor.
Implantação será gradual
A Copa do Mundo de 2026 marca o início oficial dessa nova etapa da televisão brasileira. No entanto, a expansão da tecnologia ocorrerá aos poucos, permitindo que fabricantes, emissoras e consumidores façam a adaptação de forma natural.
Durante esse período, a TV digital continuará funcionando normalmente, enquanto a DTV+ será implantada gradualmente em todo o país.
A expectativa é que a nova tecnologia represente a maior transformação da TV aberta desde a digitalização, reunindo qualidade de imagem, som de alta definição e recursos interativos em uma única plataforma.































