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Investigações apontam crescimento de vídeos de maus-tratos a animais nas redes sociais no Brasil

Foto: Cruelty Free International e SOKO Tierschutz - Ilustrativa

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A divulgação de vídeos de maus-tratos contra animais em plataformas digitais tem preocupado autoridades brasileiras e organizações de proteção animal. Segundo investigações, conteúdos que exibem cenas de violência vêm sendo produzidos e comercializados em grupos fechados, inclusive para consumidores de outros países. O fenômeno, conhecido como animal crush, tornou-se alvo de operações policiais e de ações de cooperação internacional.

Um dos casos mais recentes levou à prisão de uma mulher em São Paulo, suspeita de produzir e vender vídeos de violência contra filhotes de animais. Dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), da Polícia Civil paulista, indicam que, apenas no primeiro trimestre de 2026, o número de ocorrências relacionadas a esse tipo de crime já superou o total registrado ao longo de 2025. Mais de mil animais vítimas de maus-tratos destinados à produção de conteúdo para a internet foram resgatados durante investigações.

As autoridades afirmam que as investigações buscam identificar os responsáveis pela produção, comercialização e compartilhamento desses conteúdos, além de ampliar a cooperação com plataformas digitais e órgãos internacionais. O avanço desse tipo de crime também impulsiona debates sobre medidas para reforçar a fiscalização, agilizar a remoção de conteúdos ilícitos e responsabilizar os envolvidos na divulgação de material que incentive ou registre maus-tratos a animais.

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As informações são do portal Veja.

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