Um estudo com 373 idosos atendidos em Cuiabá identificou sintomas depressivos em 29% dos participantes. A pesquisa, intitulada “Depressão em idosos na atenção primária e fatores associados”, analisou a relação entre saúde mental, condições sociais, déficit cognitivo e presença de outras doenças.
A vulnerabilidade social foi apontada como o principal fator associado aos sintomas, seguida pelo déficit cognitivo e pelas comorbidades. Entre os participantes, 63% eram mulheres, 57% se declararam pretos ou pardos e 49% moravam sozinhos. Além disso, 26% tinham renda inferior a um salário mínimo e 19% relataram não saber ler. Os dados foram produzidos por pesquisadores da Universidade de Cuiabá (UNIC), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).
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Os autores destacam a importância de uma avaliação ampla da saúde dos idosos na Atenção Primária, considerando aspectos clínicos, cognitivos, funcionais e sociais. A Escala de Depressão Geriátrica utilizada na pesquisa serve para rastreamento e não substitui diagnóstico médico. O estudo também apresenta limitações, como o caráter transversal e a realização em uma única cidade, o que impede estabelecer relações de causa e efeito e ampliar automaticamente os resultados para outras populações.
Com informações do portal Cenário MT.



