CAMPO GRANDE
Campo Grande

Médica deixa a prisão, mas segue investigada por fraude na Educação de MS

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Empresária é sócia de clínica que teria recebido recursos provenientes de contratos suspeitos para compra de livros escolares.

A médica Olívia Jafar Paroschi deixou a prisão no sábado (18), após permanecer 13 dias detida preventivamente em Campo Grande. Apesar da soltura, ela continua sendo investigada na Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de fraude em contratos públicos para a compra de livros escolares em Mato Grosso do Sul.

Além de médica, Olívia é empresária e sócia de uma clínica de estética na Capital. Ela foi presa juntamente com a mãe, a dentista Rossana Jafar Paroschi, e com os irmãos Felipe e Giovanni Jafar. A família era proprietária da antiga Gráfica Alvorada, empresa que também aparece nas investigações.

Olívia foi a segunda mulher presa na operação a obter liberdade. Antes dela, Jéssyca Burgatt havia sido solta por estar em período de amamentação. A defesa da médica já havia apresentado um pedido de soltura, mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul considerou inadequada a via utilizada e orientou que a solicitação fosse feita no juízo competente.

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Repasses para clínica

Conversas de WhatsApp interceptadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) indicariam repasses de dinheiro da Editora Avante para diversas pessoas e empresas, entre elas a clínica da qual Olívia é sócia.

Segundo a investigação, os recursos teriam origem em contratos fraudulentos firmados para o fornecimento de livros a prefeituras de Mato Grosso do Sul. Em grande parte dos casos, as compras teriam sido realizadas sem processo licitatório.

Olívia também mantinha contrato profissional com a Santa Casa de Campo Grande. A advogada da médica, Estella Bauermeister, foi procurada para comentar o caso, mas não atendeu às ligações. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa.

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