Uma aposentada de 71 anos teve quatro empréstimos anulados pela Justiça de Mato Grosso após afirmar que não autorizou as operações. Os contratos foram feitos em seu nome e provocaram descontos que reduziram o valor disponível de sua aposentadoria de R$ 1.518 para aproximadamente R$ 650. A decisão, obtida pela Defensoria Pública de Mato Grosso em ação contra o Banco Agibank, também determinou a restituição dos valores descontados e o pagamento de R$ 6 mil por danos morais.
Segundo o processo, a aposentada, que é analfabeta e depende do benefício para sua subsistência, percebeu o problema ao tentar sacar a aposentadoria, em maio de 2025. A movimentação bancária revelou quatro empréstimos contratados em 30 de abril, com valor nominal total de R$ 24.421,05. A análise dos contratos chamou a atenção da Justiça porque as operações ocorreram em menos de 30 minutos e utilizaram a mesma imagem da mulher nos registros de biometria facial. Para o magistrado, a repetição indicou possível falha no procedimento de autenticação, além de considerar atípica a contratação de quatro créditos elevados por uma beneficiária que recebia apenas um salário mínimo.
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Na sentença, o juiz Jamilson Haddad Campos, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, reconheceu a nulidade dos contratos e de eventuais operações derivadas da mesma fraude. Os descontos foram suspensos e o banco deverá devolver, com correção e juros, os valores retirados indevidamente do benefício. A decisão também levou em conta o impacto da redução da renda sobre uma idosa que dependia daquele dinheiro para as próprias necessidades. A Defensoria Pública informou ainda que cerca de 70% das pessoas atendidas pelo Núcleo de Defesa do Consumidor são idosos que relatam ter sido vítimas de golpes digitais.
As informações são do portal Cenário MT.



