Entidade criada em 2026 venceu chamamento do Ministério da Saúde para atuar na gestão de UTIs inteligentes e do futuro Instituto Tecnológico de Emergência
O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), criado em março de 2026, foi escolhido pelo Ministério da Saúde para atuar na gestão do futuro Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), projeto que integra a chamada Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão. O chamamento público prevê contrato de gestão de dez anos, prorrogável, e investimentos estimados em R$ 1,95 bilhão nos primeiros quatro anos. A proposta envolve inteligência artificial, interoperabilidade digital, telessaúde e monitoramento remoto de pacientes.
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Entre os dirigentes do ITMI está o advogado Antonio Pedro Lovato, que teve atuação profissional anterior relacionada ao atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A organização é presidida pela cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, professora da Faculdade de Medicina da USP e uma das responsáveis pelo projeto. Hajjar foi convidada para assumir o Ministério da Saúde durante o governo Jair Bolsonaro, em 2021, mas recusou o cargo. Em 2022, participou da equipe de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área da Saúde. A trajetória dos integrantes do instituto inclui, portanto, relações profissionais e institucionais com diferentes governos, embora esses vínculos, isoladamente, não indiquem irregularidade.
Segundo o Ministério da Saúde, a escolha ocorreu por meio de chamamento público, com critérios estabelecidos no edital e avaliação das propostas. O projeto já conta com uma central de monitoramento de UTIs instalada no complexo do Hospital das Clínicas da USP, inicialmente conectada a 60 leitos de seis capitais. A previsão é ampliar a estrutura para até 1.000 leitos e utilizar inteligência artificial para identificar sinais de agravamento dos pacientes. O futuro hospital tem previsão de inauguração para 2029, e a execução do contrato deverá ser acompanhada pelos órgãos de controle e pela sociedade em razão do volume de recursos públicos envolvidos.
As informações são do portal Quadro Geral.



