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Política

Haddad afirma que mercado financeiro está “chateado” com sucesso do governo Lula

Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em entrevista ao Financial Times publicada neste domingo (30/3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou o impacto do governo Lula (PT) no mercado financeiro, que, segundo ele, esteve “excessivamente pessimista” após a vitória eleitoral de Lula em 2022. O ministro sugeriu que alguns gestores de ativos, que apostaram contra o governo, acabaram “perdendo dinheiro”. Ele destacou que o mercado parecia “chateado” com os resultados do governo até o momento.

Haddad também mencionou as medidas fiscais adotadas, como o corte de R$ 35 bilhões no Orçamento de 2024, e afirmou que o governo segue buscando organizar as finanças públicas. No entanto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida bruta do governo brasileiro deve subir de 87,6% do PIB em 2023 para 97,6% em 2029.

Controle do déficit fiscal

Quando questionado sobre o controle do déficit fiscal, Haddad comparou sua função à de um piloto de Fórmula 1 durante uma corrida, dizendo que não se deve perguntar ao piloto se tudo está sob controle. “Acho que temos uma boa equipe, um bom carro e, quem sabe, até um bom piloto”, afirmou o ministro, indicando confiança na gestão fiscal do governo.

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O Brasil e o cenário comercial global

O ministro também falou sobre a posição do Brasil no cenário comercial internacional. Ele destacou a relevância do país como um grande exportador de commodities e a importância das parcerias com países como China e Estados Unidos. Para Haddad, as relações com a China são “excelentes”, enquanto com os Estados Unidos, o Brasil mantém uma relação de longo prazo. Além disso, o Brasil se beneficia da proximidade com a União Europeia, especialmente com o acordo firmado entre o Mercosul e a UE em dezembro de 2024, que elimina tarifas em 90% do comércio bilateral.

Apesar dos avanços, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos de cada país e enfrenta desafios, como a resistência de alguns membros da UE, incluindo França e Polônia. Em relação à disputa comercial entre China e Estados Unidos, o ministro afirmou que o Brasil não tomará partido entre seus dois principais parceiros comerciais.

Brasil como exportador de alimentos e produtos processados

Haddad também destacou o papel do Brasil não apenas como fornecedor de alimentos, mas também como parte de uma rede de processamento industrial que está em expansão. “O Brasil está se transformando em parte em uma espécie de supermercado do mundo”, afirmou, apontando a crescente importância do país nesse setor global.

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Com esses comentários, o ministro reforçou a visão do governo sobre a economia brasileira e as estratégias comerciais adotadas, em um momento de desafios fiscais e econômicos.

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