Relatório apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) na Operação Buraco Sem Fim aponta indícios de corrupção em contratos de manutenção viária da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em Campo Grande. Segundo a investigação, o coordenador do setor de tapa-buraco, Edivaldo Aquino Pereira, teria utilizado o próprio filho, Thiago Nogueira Pereira, como intermediário para o recebimento de propinas destinadas ao grupo investigado. O caso é tratado como desdobramento da Operação Cascalho de Areia, que apura supostos desvios milionários em contratos públicos.
De acordo com o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), Edivaldo exercia papel central na operacionalização das fraudes ao validar medições supostamente fictícias e atestar serviços que não teriam sido executados integralmente. O relatório afirma que ele também assinava documentos para agilizar processos administrativos e garantir o fluxo dos pagamentos investigados. Thiago esteve na residência do pai durante o cumprimento dos mandados de busca e prisão realizados pelo Gaeco e falou rapidamente com a imprensa no local.
As investigações apontam suspeitas de superfaturamento em contratos que ultrapassam R$ 113 milhões. Em um dos levantamentos técnicos, na região do Bandeira, o MPE identificou divergências entre os serviços registrados e os efetivamente realizados. O relatório indica que apenas 156 metros de revestimento primário teriam sido executados, apesar de a medição oficial apontar 4.860 metros. O Ministério Público denunciou 12 pessoas por crimes como peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, incluindo servidores públicos e empresários ligados aos contratos investigados.
Com informações do portal Investiga MS.




























