O transporte coletivo de Campo Grande perdeu quase metade dos passageiros em uma década, em um período marcado pela redução da frota e por problemas de conservação dos veículos. Dados do Perfil Socioeconômico da Capital mostram que a média diária de usuários caiu de 201,2 mil, em 2016, para 102,5 mil em 2025, enquanto a frota do Consórcio Guaicurus diminuiu 22%, passando de 587 para 460 ônibus.
A queda na quantidade de veículos veio acompanhada de mudanças que indicam perda de qualidade e conforto no serviço. Os miniônibus executivos com ar-condicionado passaram de 23 para apenas dois, enquanto os articulados caíram de 38 para 13. Ao mesmo tempo, a frota de ônibus básicos médios aumentou 79%, de 82 para 147 unidades. O número de linhas também recuou de 195 para 166. Com veículos mais antigos e problemas recorrentes de manutenção, o transporte coletivo passou a enfrentar maior dificuldade para manter a atratividade diante de outras opções de deslocamento.
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A redução no número de passageiros pode estar relacionada, entre outros fatores, à percepção de piora na qualidade do serviço, levando parte da população a buscar alternativas para se deslocar pela cidade. A CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal, concluída em 2025, apontou problemas no cumprimento de obrigações contratuais, incluindo manutenção e renovação da frota. Após 14 anos à frente da concessão, as empresas do Consórcio Guaicurus foram vendidas em julho de 2026 ao grupo HP Mobilidade, de Goiás, em uma transição que ainda depende de validação da Prefeitura.
As informações são do portal MídiaMax.



