CAMPO GRANDE
Campo Grande

“Estamos reféns dentro de casa”: Moradores denunciam abandono, drogas e vandalismo na Orla Ferroviária

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Comunidade relata furtos, uso de drogas, vandalismo e barulho durante a madrugada nas ruas General Melo e Doutor Ferreira, em Campo Grande.

Moradores da Orla Ferroviária, em Campo Grande, denunciam uma rotina de insegurança, perturbação do sossego e abandono do poder público. Os principais problemas são relatados nas ruas General Melo e Doutor Ferreira, onde famílias afirmam conviver com som alto, consumo de drogas, furtos e atos de vandalismo durante a noite e a madrugada.

Segundo uma moradora ouvida pela reportagem, estabelecimentos da região permanecem movimentados até o amanhecer. Ela afirma que, após a meia-noite, grupos circulam pelas ruas, urinam em espaços públicos, promovem baderna e danificam estruturas da vila. O barulho, conforme o relato, costuma avançar pela madrugada, chegando a 1h, 2h ou 3h, sem que os moradores consigam descansar.

A moradora também denuncia o consumo de cocaína e maconha em via pública. “Aqui virou um ponto de droga”, relatou. Segundo ela, a falta de fiscalização e de policiamento deixou a população exposta e aumentou a sensação de medo entre os residentes. A comunidade afirma que a região se transformou em um ambiente perigoso, especialmente nos horários de maior movimentação.

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Os relatos incluem ainda furtos de fios e aparelhos de ar-condicionado, além de entradas não autorizadas em residências, inclusive durante o dia. Em uma ocorrência recente divulgada pelos moradores, um aparelho de ar-condicionado teria sido furtado por volta das 23h. A Rua Doutor Ferreira também estaria sendo utilizada como banheiro público por parte das pessoas que frequentam a região durante a madrugada.

A situação afeta principalmente idosos, crianças e pessoas com deficiência que vivem na localidade há vários anos. Uma moradora afirmou ter um irmão com deficiência e um filho de 12 anos, que deixou de brincar na rua por medo dos perigos encontrados no local. “Estamos reféns dentro da nossa própria casa. É muito triste”, desabafou.

Além das denúncias relacionadas à segurança, a comunidade também reclama da deterioração da área histórica. Moradores apontam pichações, descarte irregular de lixo e depredação de imóveis e monumentos, incluindo espaços próximos à locomotiva Maria Fumaça, considerada um dos cartões-postais de Campo Grande.

Cartazes pregados no muro pedindo ajuda (Foto: Reprodução)

Em protesto realizado na região, moradores colocaram cartazes com pedidos de socorro em um muro próximo à sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na Rua General Melo. A mobilização buscou chamar a atenção das autoridades para a falta de conservação, segurança e fiscalização na Orla Ferroviária.

A comunidade cobra reforço imediato do policiamento, fiscalização dos horários de funcionamento dos estabelecimentos, cumprimento das regras sanitárias, limpeza das ruas e manutenção dos imóveis tombados. Os moradores também defendem ações culturais e sociais para ampliar a ocupação do espaço e recuperar a região histórica.

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As denúncias são baseadas nos relatos apresentados pelos moradores e ainda devem ser apuradas pelos órgãos responsáveis. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Campo Grande, das forças de segurança, do Iphan e dos estabelecimentos da região.

 

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