Gabriela, doutora em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é esposa do deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP), ex-prefeito de Osasco, município da Região Metropolitana de São Paulo. Ela contou com o apoio do grupo Prerrogativas, formado por advogados “progressistas” conhecidos por sua oposição à Operação Lava Jato, onde ela atuava como coordenadora.
Marco Aurélio de Carvalho, advogado e líder do Prerrogativas, trabalhou intensamente para garantir a nomeação de Gabriela ao TRF-3. Em abril, ele afirmou ao portal UOL que estava buscando votos para ela entre os desembargadores, enfatizando que o processo era político. Carvalho também revelou que Janja e Gabriela são “muito amigas”, embora desconhecesse qualquer intervenção da primeira-dama na candidatura.
Na mesma data, o advogado Marcos Moreira também foi nomeado desembargador do TRF-3, indicado pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Moreira foi secretário de Assuntos Jurídicos e Cidadania na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) durante a gestão de Marinho (2009-2017).
A escolha de Gabriela e Moreira representou uma derrota para a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e para o vice-presidente Geraldo Alckmin, que apoiavam a advogada Verônica Sterman.
O governo indicou três novos nomes para o TRF-3. Além dos advogados, a juíza Loise Filgueiras também foi promovida a desembargadora do tribunal. As nomeações de Lula foram feitas com base em três listas tríplices, uma enviada pela magistratura e duas pela Ordem dos Advogados do Brasil.































