O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), a abertura do processo contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. O procedimento pode, ao final da tramitação, resultar até na cassação do mandato.
A representação foi apresentada pelo partido Missão após declarações feitas pela parlamentar em março, quando Erika foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ao responder críticas à sua indicação, a deputada publicou nas redes sociais: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”.
O termo “imbeCIS” foi utilizado de forma pejorativa em referência a pessoas cisgênero. Na denúncia, o Missão também apontou possível misoginia e citou outro trecho em que Erika afirmou: “Podem espernear. Podem latir”.
Relator do caso, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) apresentou parecer favorável à continuidade do processo. O entendimento foi aprovado pelo Conselho de Ética por 10 votos a 5.
Erika Hilton chegou a pedir a suspeição do relator, argumentando que Cabo Gilberto é autor de um projeto que estabelece que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher seja presidida exclusivamente por mulheres cisgênero. O pedido, porém, foi rejeitado pelo presidente do Conselho, Fábio Schiochet (União Brasil-SC).
Com a abertura do processo, Erika Hilton terá prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito. A admissão da representação não significa que a deputada será cassada, mas permite o prosseguimento da apuração no Conselho de Ética.






























