O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo, conseguindo abastecer atualmente cerca de 900 milhões de pessoas — mais do que o suficiente para sua população de pouco mais de 200 milhões. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produção de alimentos no país precisará crescer 70% até 2050 para atender à demanda global crescente, diante do crescimento populacional mundial.
Especialistas apontam que esse aumento de produtividade dependerá de tecnologias que permitam aproveitar melhor as áreas já utilizadas, uma vez que a expansão territorial é limitada por questões ambientais. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a erosão hídrica causa perdas anuais de cerca de 2,5 bilhões de dólares, especialmente em pastagens degradadas. O país conta com 27,7 milhões de hectares de pastagens com potencial para conversão ou intensificação, sendo 25,1 milhões de hectares adequados para pecuária de corte e 16,9 milhões de hectares para pecuária de leite e culturas diversas.
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Entre as soluções em estudo, o uso do capim Tifton 85 se destaca por aumentar a produtividade e proteger o solo. Criado nos Estados Unidos em 1992, o capim combina gramíneas de clima temperado e tropical, oferecendo cerca do dobro do valor nutricional do capim braquiária, maior quantidade de matéria seca por hectare e cobertura densa que reduz a erosão. Tecnologias de plantio com mudas matrizes já permitem seu cultivo eficiente em pastagens brasileiras, possibilitando aumentar de forma significativa o número de animais por hectare e contribuir para a sustentabilidade econômica e ambiental do setor.
As informações são do portal Enfoque MS.



