A morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, passou a ganhar grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que a jovem relata episódios de humilhação e agressões durante o relacionamento com o namorado, que agora é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
As imagens foram publicadas por uma amiga neste sábado (7), pouco depois da confirmação da morte. No material, Ludmila aparece em gravações feitas anteriormente e que, segundo relatos, haviam sido compartilhadas apenas com o grupo de “melhores amigos” em seu perfil no Instagram.
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Nos vídeos, a jovem afirma que o então companheiro teria divulgado vídeos íntimos dela nas redes sociais após o fim do relacionamento, com a intenção de humilhá-la.
“Foi um vídeo que foi gravado com o meu ex-namorado, que eu morava dentro da casa dele. Depois que a gente terminou, ele quis usar isso para me humilhar”, disse em um dos trechos.
Em outro momento, Ludmila mostra a mão machucada e relata ter sofrido agressões físicas. Segundo ela, além da lesão na mão, havia hematomas em outras partes do corpo.
“Como vários hematomas que eu estou em toda parte do meu corpo. Como a minha saúde mental totalmente afetada”, afirmou.
Ainda nas gravações, a jovem relata o impacto emocional causado pela situação e afirma que nunca teve coragem de expor publicamente o que estava vivendo. Ela também demonstra preocupação com a filha, de 5 anos.
“Isso para mim é uma vergonha. Isso para mim é um motivo para eu querer tirar a minha própria vida. Mas eu não vou fazer isso”, disse.
A divulgação do vídeo provocou forte comoção e gerou uma onda de manifestações nas redes sociais. Amigos e familiares passaram a compartilhar mensagens pedindo “Justiça por Ludmila”, além de cobrar a apuração completa do caso.
Investigação
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte da jovem, registrada na manhã de sábado (7), em Campo Grande.
Segundo informações divulgadas anteriormente, Ludmila foi socorrida na sexta-feira (6) após ser encontrada inconsciente e com convulsões. Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu.
Em depoimento, o namorado relatou que os dois haviam discutido e afirmou que Ludmila teria ingerido água misturada com cocaína por conta própria, o que teria provocado as convulsões.
O caso foi inicialmente registrado como morte a esclarecer, e a investigação segue com perspectiva de gênero, conforme informou a Polícia Civil.
Até o momento, segundo a corporação, não há indícios técnicos ou periciais que confirmem a hipótese de feminicídio. Mesmo assim, todas as linhas de investigação seguem em análise.
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