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AGU pede R$ 500 milhões ao Discord, mas ação não prevê indenização à família da vítima

Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) cobra R$ 500 milhões do Discord após a morte de uma adolescente de 13 anos em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul. Apesar de o caso estar entre os fundamentos da ação, não há indicação de que a família da vítima seja beneficiária direta de eventual indenização. O pedido apresentado pela União é classificado como reparação por danos morais coletivos.

Caso a Justiça acolha a solicitação, os recursos deverão ser destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, conforme previsto na ação. Isso significa que a eventual condenação não seria automaticamente revertida aos familiares da adolescente. Para buscar uma reparação pelos danos decorrentes da morte, a família teria de recorrer a uma medida judicial própria, caso estejam presentes os requisitos legais para responsabilização da plataforma ou de outros envolvidos.

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O contraste chama atenção: uma tragédia envolvendo diretamente uma adolescente é usada como um dos argumentos para justificar uma cobrança de meio bilhão de reais, mas a ação não aponta uma indenização específica para quem perdeu a filha. A iniciativa da União pretende impor obrigações ao Discord e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes, mas deixa em aberto uma questão sensível: enquanto o Estado discute uma reparação coletiva milionária, que tipo de amparo financeiro e jurídico será oferecido diretamente à família que enfrenta as consequências mais dolorosas da tragédia?