O Banco Central do Paraguai iniciou, em 3 de novembro, o processo de resolução do Ueno Bank após identificar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela regulamentação. A medida atingiu milhões de clientes e foi acompanhada de investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do banco, incluindo suspeitas de crimes financeiros envolvendo dirigentes da instituição.
O episódio também provocou repercussão política devido aos antigos vínculos empresariais do presidente paraguaio, Santiago Peña, com a Ueno Holding, grupo relacionado ao banco. Peña vendeu sua participação na empresa em abril de 2025. A situação levantou questionamentos sobre as relações entre interesses privados, autoridades públicas e mecanismos de fiscalização do sistema financeiro paraguaio.
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No Brasil, o caso remete à crise do Banco Master, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras envolvendo operações com carteiras de crédito e o BRB. Embora sejam episódios distintos, os dois casos colocam em discussão a fiscalização de instituições financeiras, a transparência nas relações empresariais e políticas e a responsabilização de dirigentes diante de possíveis prejuízos a clientes e ao sistema financeiro.
Com informações do perfil @manuh.semfiltro.



