As condições climáticas previstas para Mato Grosso do Sul nos próximos meses podem afetar a produção agrícola e aumentar a pressão sobre os preços de alguns alimentos. O Estado está em situação de emergência ambiental desde junho, em razão de temperaturas elevadas, ventos fortes e baixa umidade. A previsão para o período entre agosto e outubro indica calor acima da média e possibilidade de chuvas abaixo do padrão em algumas regiões, cenário que exige atenção de produtores e setores de abastecimento.
Produtos mais sensíveis ao clima, como hortaliças, tomate e pimentão, podem sofrer redução de oferta caso a estiagem se prolongue. Segundo especialistas ouvidos na reportagem, isso não significa previsão de desabastecimento generalizado, já que a Ceasa-MS recebe produtos de diferentes regiões do país. A intensidade de eventuais reajustes dependerá das condições das lavouras, dos estoques, dos custos de produção e da relação entre oferta e demanda. No setor de grãos, as avaliações citadas apontam que, até agosto, os riscos eram considerados baixos, mas a distribuição das chuvas nos próximos meses será determinante para a safra.
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O clima também pode influenciar o consumo e o custo da energia elétrica. Períodos de calor intenso aumentam o uso de aparelhos de refrigeração e climatização, enquanto uma eventual redução dos níveis dos reservatórios pode elevar a necessidade de geração termelétrica, de custo mais alto. Em situações de maior consumo ou acionamento das bandeiras tarifárias, a conta pode aumentar. Especialistas recomendam medidas como manter filtros de ar-condicionado limpos, evitar abrir a geladeira repetidamente, utilizar equipamentos com maior eficiência energética e controlar o tempo de uso dos aparelhos para reduzir o impacto no orçamento doméstico.
Com informações do portal MídiaMax.



