O Ibama concedeu em 20 de outubro licença de operação à Petrobras para perfurar o poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas. O processo, no entanto, foi contestado por oito organizações ambientais na Justiça Federal do Pará, que solicitaram a suspensão imediata das atividades, alegando falhas técnicas e possíveis impactos ambientais e sociais.
As entidades afirmam que o licenciamento não considerou adequadamente a consulta a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais da região, em desacordo com normas internacionais, e apontam uso de dados desatualizados e limitações nos estudos de impacto ambiental, especialmente sobre correntes subsuperficiais e sedimentos da área.
O bloco Morpho é o primeiro de uma série na região, com outros oito blocos em licenciamento e 19 leiloados pela ANP em junho. As ONGs alertam que a expansão da exploração de petróleo pode aumentar emissões de gases de efeito estufa e afetar a biodiversidade e modos de vida locais, enquanto a Petrobras afirma seguir as normas ambientais vigentes.
Revista Oeste.



