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Conselho de Ética avança com processo que pode cassar mandato de Erika Hilton

Representação do Partido Missão foi mantida por 10 votos a 5 e acusa deputada de quebra de decoro por publicações nas redes sociais

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu dar continuidade ao processo que pode resultar na cassação do mandato da deputada Erika Hilton (Psol-SP). Por 10 votos a 5, o colegiado aprovou o parecer preliminar favorável ao prosseguimento de uma representação apresentada pelo Partido Missão, que acusa a parlamentar de quebra de decoro por declarações publicadas no X.

A representação questiona principalmente uma postagem em que Erika utilizou o termo “imbeCIS” e escreveu que não se importava com a opinião de “transfóbicos”. O partido também cita a expressão “podem espernear, podem latir” e sustenta que as declarações teriam ultrapassado os limites da atuação parlamentar. O relator, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), entendeu que há elementos suficientes para que o caso continue sendo analisado.

Erika Hilton nega ter atacado mulheres cisgênero e afirma que as declarações eram direcionadas a pessoas que, segundo ela, adotavam discursos transfóbicos. Em sua defesa prévia, a deputada pediu o arquivamento da representação e alegou perseguição política. Parlamentares do Psol e do PT também defenderam que as publicações foram retiradas de contexto.

Com a decisão, o processo entra em nova fase. Erika terá 10 dias úteis para apresentar defesa escrita, indicar provas e relacionar até oito testemunhas. Depois da instrução, o relator deverá apresentar um parecer final ao Conselho de Ética. Caso seja aprovada uma punição que envolva perda de mandato, a decisão ainda deverá seguir os procedimentos previstos na Câmara dos Deputados.