A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na noite de quinta-feira (19), elevou a expectativa de que ele possa firmar um acordo de delação premiada. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, após o empresário deixar a Penitenciária Federal. Vorcaro também assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, etapa que pode anteceder uma eventual colaboração com as investigações.
O caso repercutiu no Congresso Nacional e gerou movimentações entre parlamentares de diferentes espectros políticos. Nos bastidores, há avaliação de que tanto governistas quanto oposicionistas devem utilizar o tema em discursos, redes sociais e comissões, ampliando a disputa política em torno das apurações. Ao mesmo tempo, integrantes de blocos do centro político demonstram cautela diante da possibilidade de desdobramentos que possam atingir diversos agentes públicos.
Apesar de pedidos apresentados por parlamentares para a criação de comissões de investigação sobre o caso, ainda não houve avanço concreto. A instalação de CPIs ou CPMIs depende de decisões políticas e de procedimentos regimentais, incluindo a leitura de requerimentos em plenário. Na Câmara dos Deputados, o cenário também é de cautela, especialmente após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro que mencionam encontros com autoridades, o que aumentou a sensibilidade do tema no meio político.
Com informações do portal Metrópoles.



