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Servidor público investigado por armazenar material ilegal responde em liberdade

Foto: Jornal da Nova

Anderson Vieira da Silva, servidor municipal de 36 anos, foi libertado após audiência de custódia realizada na noite de quinta-feira (27). Ele havia sido preso em flagrante na última segunda-feira (24), sob suspeita de armazenar material de pornografia infantil e registrar imagens não autorizadas da intimidade de terceiros, incluindo servidores públicos. A Justiça concedeu liberdade provisória, impondo medidas cautelares.

A prisão foi resultado de uma operação da Polícia Civil, conduzida por equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Nova Andradina. Durante a ação, foram apreendidos computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos na residência do investigado. Parte do material será submetida à perícia para averiguação. Além disso, um computador do local de trabalho do servidor também foi recolhido para análise.

Ao homologar a prisão, o juiz Juliano Luiz Pereira, da Vara Criminal de Nova Andradina, determinou restrições ao investigado. Ele está proibido de deixar a cidade por mais de oito dias sem autorização judicial, deve comparecer à Justiça a cada dois meses para prestar esclarecimentos e manter distância mínima de 300 metros da vítima. Além disso, terá que cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, incluindo feriados e finais de semana.

A decisão judicial também suspendeu o servidor de suas funções públicas até a conclusão do julgamento. Como medida adicional, ele deverá utilizar tornozeleira eletrônica por um período inicial de 90 dias, prazo que pode ser prorrogado. Enquanto isso, as investigações seguem em andamento, e os equipamentos apreendidos serão periciados para confirmar a natureza das imagens armazenadas.

Paralelamente, a prefeitura de Nova Andradina anunciou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis irregularidades cometidas dentro da administração pública. A medida busca avaliar eventuais sanções administrativas contra o servidor, independentemente do desdobramento do processo criminal.