O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), está no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para participar de uma reunião com o governador Cláudio Castro (PL). O encontro acontece em meio à repercussão da megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em mais de cem mortes.
Durante a reunião, Riedel manifestou solidariedade ao povo fluminense e colocou o Mato Grosso do Sul à disposição das forças de segurança do Rio, destacando a importância de uma ação coordenada entre os estados no combate ao crime organizado.
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“A segurança pública hoje está baseada em inteligência, conhecimento, planejamento e investimento. Todos os estados têm feito um aporte de recursos muito significativo… e isso vai ser muito mais eficiente se nós tivermos a capacidade de integrar”, afirmou Riedel.
O governador destacou que o Mato Grosso do Sul enfrenta desafios específicos, especialmente por ser um estado de fronteira com países que são grandes produtores de drogas. Segundo ele, a criminalidade nas fronteiras tem impacto direto nas grandes cidades brasileiras, e isso reforça a necessidade de integração entre estados e governo federal para enfrentar o crime organizado de forma coordenada.

Durante o encontro, foi anunciada a criação do Consórcio da Paz, um pacto entre governadores que visa compartilhar inteligência, apoio operacional e recursos logísticos. Riedel foi um dos primeiros a apoiar a iniciativa, ressaltando que a experiência de Mato Grosso do Sul no combate ao tráfico internacional pode contribuir para o fortalecimento da segurança pública nacional.
Além de demonstrar apoio a Cláudio Castro, Riedel defendeu que o momento exige união e cooperação entre os estados, com foco em resultados concretos e estratégias conjuntas.
Contexto
A viagem de Riedel ocorre após uma das maiores operações policiais do ano no Rio de Janeiro, que reacendeu o debate sobre segurança pública, letalidade policial e políticas de combate ao crime organizado.
O Consórcio da Paz, proposto durante o encontro, deve reunir estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste para criar estruturas conjuntas de inteligência e cooperação operacional. O Mato Grosso do Sul deve ter papel estratégico na articulação, por sua localização geográfica e experiência em ações de fronteira.



