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Professor é denunciado por assédio sexual contra alunas em escola de Campo Grande

Imagem: Agepen

Um professor da Escola Zélia Quevedo Chaves, localizada no bairro Iraci Coelho, está sendo acusado de suposto assédio contra alunas adolescentes. A denúncia se tornou pública após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, feito por Fernando Franco, pai de uma estudante da unidade.

No vídeo, Fernando relata que sua filha, de 14 anos, e outras alunas teriam passado por situações de desconforto durante as aulas com o professor investigado. Segundo ele, a adolescente descreveu comentários considerados inapropriados e atitudes que a deixaram emocionalmente abalada.

“Ela me pediu calma antes de contar. Disse que se sentiu mal com os comentários e que outras meninas também estavam evitando o professor. Meu papel como pai é proteger, e como profissional da saúde mental, alertar sobre os impactos que esse tipo de situação gera na mente de adolescentes”, afirmou Fernando, que é terapeuta.

Ainda conforme o relato do pai, outras estudantes teriam vivenciado situações semelhantes. A repercussão levou a mobilização da comunidade escolar, que passou a cobrar esclarecimentos e medidas preventivas.

Em um bilhete divulgado por outras mães e pais de alunos, é mencionado que há um processo em andamento na Justiça, sob o número 0930759-69.2024.8.12.0001, e que o professor estaria sendo investigado pelas autoridades. No mesmo bilhete, os responsáveis alertam para o risco da permanência do educador na escola.

Fato semelhante em 2024

Em 2024, uma reportagem do Campo Grande News revelou denúncias de assédio sexual contra um professor da Escola Estadual Zélia Quevedo Chaves, em Campo Grande (MS). O caso veio à tona após um perfil anônimo no Instagram divulgar relatos de estudantes sobre comentários inapropriados e toques não consensuais.

Na ocasião, a Secretaria de Estado de Educação (SED) informou que havia iniciado uma investigação por meio da Coordenadoria de Gestão Escolar e do Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar (NISE). As publicações também apontavam omissão da direção da escola diante das denúncias.

Estudantes chegaram a organizar um protesto em frente à unidade, pedindo o afastamento do professor. O perfil que divulgou os relatos foi desativado logo após a repercussão.

A SED não confirmou se há relação entre esse caso e novas denúncias feitas por familiares de alunas em 2025, mas os episódios reforçam a cobrança por providências e transparência.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Educação não se manifestou oficialmente. O caso segue sob investigação. O espaço segue aberto para manifestação das partes.

*Matéria atualizada em 16:08 para acrescimo de informações.