A Procuradoria-Geral da República decidiu não seguir com a proposta de delação do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, investigado por ligação com o PCC. Ele negociava um acordo com o Ministério Público Federal no Paraná, mas o processo foi remetido a Brasília após mencionar autoridades com foro privilegiado, entre elas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Na proposta, Beto Louco afirmou ter presenteado o senador com canetas de Mounjaro, medicamento usado para perda de peso. A PGR avaliou o material entregue e concluiu que não há elementos suficientes para comprovar as alegações, motivo pelo qual o acordo não avançou. O órgão, comandado por Paulo Gonet, também entendeu que as informações não sustentam a narrativa apresentada pelo empresário.
A assessoria de Alcolumbre e os advogados de Beto Louco foram procurados, mas ainda não responderam. O empresário é alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investiga a atuação do PCC no setor de combustíveis. Até o momento, a PGR mantém a delação suspensa por falta de provas consistentes.



