A Operação Antidotum, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), investiga possíveis irregularidades em contratos da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. Segundo o órgão, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia. As diligências ocorreram também nas dependências do hospital, onde agentes recolheram documentos dos setores de presidência, faturamento e financeiro.
Um dos principais contratos investigados, no valor de R$ 5,4 milhões, envolve serviços de digitalização de prontuários. Conforme as apurações divulgadas pelo Gecoc, teriam sido realizados pagamentos elevados sem a correspondente prestação dos serviços, com suspeita de desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão nesse contrato. As investigações também apontam que os prejuízos relacionados a outros contratos podem superar R$ 4,9 milhões, embora o valor total ainda não tenha sido divulgado.
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A apuração identificou ainda contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela entidade, com empresas que fariam parte de um mesmo grupo econômico e teriam vínculos com integrantes da diretoria. De acordo com o Gecoc, as empresas estavam registradas em um mesmo endereço que estaria desocupado. Somente em 2025, os pagamentos a essas empresas teriam alcançado cerca de R$ 9,6 milhões, com prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões. O órgão também afirma que informações sobre contratos, pagamentos e prestações de contas teriam sido omitidas de órgãos de controle. A defesa da Santa Casa informou que, até o momento da publicação, ainda não havia recebido detalhes da operação para apresentar manifestação.

As informações são dos portais MídiaMax, G1.



