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Mulher sofre complicações graves após aborto legal em hospital

Foto: Minervino Júnior/CB

Uma jovem de 24 anos, que foi vítima de estupro no Distrito Federal, passou por um aborto legal em abril deste ano, mas sofreu complicações graves após o procedimento. A paciente, que ficou grávida devido à violência sexual, foi submetida a um aborto no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), mas após o procedimento, apresentou sinais de perfuração no útero e intestino, o que resultou no uso de uma bolsa de colostomia. A jovem havia sido orientada a procurar o hospital depois de registrar a violência na Polícia Civil e buscar abrigo com sua filha.

Após o aborto, a paciente relatou dores intensas e sangramentos severos, sendo levada de volta ao hospital no dia seguinte. Exames subsequentes indicaram falhas no procedimento inicial, o que levou à transferência para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde foi submetida a uma nova cirurgia. A jovem não teve acesso ao seu prontuário completo e desconhece o estado atual de seu útero. Ela foi liberada para retornar ao abrigo, mas o quadro de saúde afetou sua capacidade de trabalhar, o que resultou na perda do emprego.

O advogado da jovem, que a representa em um processo contra o hospital, afirmou que houve uma série de falhas no atendimento médico, caracterizando uma possível negligência. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o caso está sendo investigado e que todos os protocolos de segurança foram seguidos, apesar das complicações que a paciente enfrentou após o procedimento. O governo local também reafirmou o compromisso com a ética e o sigilo das informações de saúde.

Metrópoles.