Uma mulher denunciou ter sido mantida em cárcere privado e abusada pelo padrasto por 22 anos em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Segundo relato da vítima, os abusos começaram quando ela tinha sete anos, e ela só conseguiu fugir recentemente, levando os filhos a uma delegacia. O homem, de 51 anos, foi preso e teve a prisão convertida em preventiva. Durante o interrogatório, ele negou os crimes.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito controlava a vítima de forma intensa, monitorando seus movimentos, registrando abusos em vídeo e obrigando-a a manter relações com ele. A mulher teve três filhos com o padrasto e passou grande parte da vida sob pressão psicológica, ameaças e agressões físicas. O delegado responsável classificou o caso como um dos mais graves de sua carreira.
A mãe da vítima foi ouvida pela polícia, mas ainda não há informações sobre sua participação. A mulher e os filhos foram acolhidos em local seguro enquanto aguardam medidas protetivas. O inquérito investiga sete crimes, incluindo estupro, privação de liberdade e violência psicológica, que, em caso de condenação, podem resultar em pena superior a 100 anos de prisão.
As informações são do portal Hugo Gloss.



