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MPF solicita suspensão de sinal da Jovem Pan e cita Código de Telecomunicações

Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com pedido na Justiça para suspender o sinal da Jovem Pan, alegando que a emissora teria contribuído para os ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Na ação, o órgão recorre ao Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, para argumentar que a emissora “incitou a desobediência às leis”. O MPF sustenta que os comentários políticos feitos em 2022 pelos programas da Jovem Pan teriam criado um ambiente que favoreceu os atos de vandalismo.

A ação foi apresentada pelo procurador Yuri Corrêa da Luz, que relaciona as análises políticas dos comentaristas da emissora aos ataques de janeiro, seguindo entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado. A Jovem Pan afirma que os profissionais citados pelo MPF haviam sido desligados da emissora antes dos eventos e que seus programas condenaram os ataques no mesmo dia em que ocorreram.

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que a vinculação direta entre opiniões jornalísticas emitidas em 2022 e os acontecimentos de 2023 é controversa. Para o advogado Felippe Monteiro, a responsabilização da emissora inteira por comentários individuais é juridicamente questionável. A advogada Katia Magalhães acrescenta que a tentativa de estabelecer limites gerais para a liberdade de expressão por meio de sanções específicas é problemática e carece de previsão legal clara.

Com informações do portal Gazeta do Povo.