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Justiça recebe denúncia e torna sete réus em investigação sobre contratos da Santa Casa

Reprodução

A Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual contra sete pessoas investigadas na Operação Antidotum, que apura supostas irregularidades em contratos da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. A decisão é do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal Residual de Campo Grande. Tornaram-se réus a ex-presidente Alir Terra Lima, o ex-vice-presidente Jary Carvalho de Castro, os ex-diretores Rinaldo Hakme Romano, Alessandro Dias Junqueira e Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, a coordenadora Monique Gregório de Oliveira e o empresário Maurício Aparecido Benites.

Segundo a acusação, o grupo teria atuado de forma coordenada em contratos envolvendo a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços, responsável pela digitalização de prontuários. O Ministério Público sustenta que houve pagamentos por serviços que não teriam sido executados e aponta um suposto desvio de aproximadamente R$ 1,97 milhão. A investigação também aponta que recursos de origem pública, vinculados ao SUS, teriam sido utilizados nos pagamentos questionados. Além da responsabilização criminal, o MPMS pediu reparação por danos materiais e morais coletivos, que, somados, chegam a cerca de R$ 3,94 milhões.

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Com o recebimento da denúncia, os acusados deverão ser citados e terão prazo de 10 dias para apresentar resposta à acusação, podendo indicar provas e testemunhas. A decisão judicial ressalta que o recebimento da denúncia não representa condenação e que os fatos ainda serão analisados durante a ação penal, com garantia do direito de defesa. As defesas de alguns dos denunciados já contestaram as acusações, enquanto os demais posicionamentos ainda não haviam sido apresentados publicamente.

As informações são do portal Investiga MS.