A Justiça de São Paulo decidiu encerrar o processo que reunia 175 acusados ligados ao PCC, incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A ação, considerada pelo Ministério Público a maior já movida contra a facção, foi aberta em 2013 com denúncia por associação criminosa, mas teve avanços mínimos ao longo dos anos. Diante da falta de movimentação, o juiz Gabriel Medeiros reconheceu que o Estado perdeu o prazo legal para punir os envolvidos.
Na decisão, o magistrado declarou extinta a punibilidade de todos os réus, destacando que o tempo decorrido inviabiliza a continuidade da ação penal. O caso ficou conhecido como “processo dos 175 réus” e ilustra como a demora no andamento judicial pode impedir o desfecho de investigações consideradas relevantes pelo Ministério Público.
Embora tenha sido absolvido neste processo, Marcola permanece cumprindo outras condenações na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima. A defesa do líder da facção afirmou, em nota, que a prescrição está prevista na legislação e garante limites ao poder punitivo do Estado.



