CAMPO GRANDE
Economia

Inflação em Campo Grande acumula alta de 2,75% no primeiro semestre de 2025

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, apontou que Campo Grande encerrou o primeiro semestre de 2025 com inflação acumulada de 2,75%. Apesar de o mês de junho ter registrado deflação de -0,08%, o cenário anual ainda é de elevação de preços, com destaque para o encarecimento da energia elétrica residencial.

Segundo dados do IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta na capital sul-mato-grossense entre janeiro e junho. O maior avanço foi observado no grupo educação (4,34%), impulsionado pelos reajustes em cursos regulares (5,40%), livros e materiais de leitura (5,07%) e papelaria (1,89%).

O grupo habitação aparece em seguida, com alta de 4,13%, influenciada pelo aumento de 5,09% na energia elétrica residencial. Outros setores também registraram variações relevantes: artigos de residência (3,41%), saúde e cuidados pessoais (3,26%), transportes (2,27%) e alimentação e bebidas (2,07%). No acumulado de 12 meses, a inflação em Campo Grande chegou a 5,52%.

Em junho, embora a inflação tenha ficado negativa em -0,08%, houve aumento no grupo habitação (0,98%), mais uma vez impactado pela energia elétrica, que subiu 2,80% devido à aplicação da bandeira tarifária vermelha. Por outro lado, alimentos (-0,51%), saúde (-0,44%) e transportes (-0,25%) contribuíram para a desaceleração mensal.

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No cenário nacional, o IPCA de junho foi de 0,24%, levemente abaixo do registrado em maio (0,26%). A inflação acumulada no Brasil em 2025 é de 2,99%, com variação de 5,35% nos últimos 12 meses. O maior peso individual no índice tem sido a energia elétrica, que acumula alta de 6,93% no ano — a maior para um primeiro semestre desde 2018.

As informações são do portal Correio do Estado.

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