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Economia

Inflação dispara em fevereiro e pressiona orçamento das famílias

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A prévia da inflação no Brasil acelerou para 1,23% em fevereiro, o maior índice desde abril de 2022, quando atingiu 1,73%. O dado foi divulgado nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revela uma forte alta em relação ao índice de 0,11% registrado em janeiro.

O principal responsável pelo aumento foi o reajuste nas tarifas de energia elétrica, que subiram 16,33%. O impacto dessa alta fez com que o grupo Habitação registrasse um avanço de 4,34%, representando 0,63 ponto percentual do índice total. A elevação nas contas de luz ocorreu devido ao fim do Bônus Itaipu, um desconto que reduziu as tarifas em janeiro.

Outro fator que impulsionou a inflação foi o reajuste das mensalidades escolares. O grupo Educação teve alta de 4,78% e contribuiu com 0,29 ponto percentual para o IPCA-15 de fevereiro, refletindo os aumentos típicos do início do ano letivo.

O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,61%, desacelerando em relação ao mês anterior (1,06%). No entanto, alguns itens tiveram aumentos expressivos, como o café moído, que ficou 11,63% mais caro.

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O setor de Transportes registrou alta de 0,44%, influenciado principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis. O etanol subiu 3,22%, o diesel 2,42% e a gasolina 1,71%. Em contrapartida, as passagens aéreas caíram 20,42%, amenizando a pressão sobre o grupo.

Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,96%, ultrapassando o teto da meta do governo, fixado em 4,5%. Com o avanço da inflação, especialistas alertam para a possibilidade de novos ajustes na política econômica para conter a escalada dos preços e preservar o poder de compra da população.

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