A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado neste domingo (25), repercutiu em veículos de comunicação de diferentes países. Jornais e agências internacionais destacaram a reviravolta em relação ao primeiro turno, a polarização política e o caráter histórico do resultado, que garantiu ao petista um quarto mandato presidencial.
Nos Estados Unidos, o The New York Times interpretou o resultado como uma derrota para o avanço de movimentos conservadores na América Latina, enquanto a CNN classificou a disputa como extremamente acirrada e ressaltou os debates sobre custo de vida, segurança pública e corrupção. Já o The Wall Street Journal enfatizou a permanência de Lula no poder, e o Financial Times apontou possíveis impactos da eleição sobre a influência norte-americana na região. A agência Associated Press, por sua vez, destacou os reflexos diplomáticos da vitória e a controvérsia envolvendo a extensão do horário de votação.
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Na Europa e na América do Sul, a cobertura também deu atenção aos desdobramentos políticos do pleito. O francês Le Monde mencionou a prorrogação do horário de votação e a possibilidade de contestação judicial por parte de Flávio Bolsonaro (PL). O argentino Clarín destacou os efeitos da eleição nas relações entre Brasília e Buenos Aires, diante do posicionamento do presidente Javier Milei durante a campanha. As publicações também ressaltaram a polarização que marcou a disputa e os questionamentos relacionados à condução do processo eleitoral.



