Greta Thunberg voltou ao centro das polêmicas ao discursar em defesa da chamada Global Sumud Flotilla, uma expedição de embarcações que se apresenta como ação humanitária em apoio a Gaza. No entanto, documentos divulgados no fim de setembro pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) indicam que o grupo terrorista Hamas estaria por trás da organização e do financiamento da flotilha.
De acordo com os arquivos apreendidos em Gaza, a Palestinian Conference for Palestinians Abroad (PCPA), entidade que se apresenta como organização de apoio à causa palestina no exterior, estaria sob controle direto do Hamas. Os registros citam nomes de dirigentes ligados à iniciativa, como Zaher Birawi, residente no Reino Unido e conhecido por envolvimento em ações semelhantes no passado.
Além disso, uma carta de 2021 assinada por Ismail Haniyeh, chefe político do Hamas, endossa formalmente a atuação da PCPA. Para o Ministério das Relações Exteriores de Israel, tais documentos “confirmam que ativos-chave da flotilha são efetivamente de propriedade e controle do Hamas”.
A Itália, com apoio de Israel, havia proposto que os suprimentos fossem descarregados em Chipre e distribuídos pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, da Igreja Católica. A alternativa, que garantiria a entrega em Gaza com transparência, foi rejeitada pelos ativistas.
Segundo analistas, a revelação reforça a denúncia de que a flotilha não tem caráter humanitário, mas sim político e propagandístico, funcionando como ferramenta estratégica do Hamas para desafiar o bloqueio naval e projetar legitimidade internacional.
Enquanto isso, Greta e seus seguidores continuam a apresentar a iniciativa como uma “missão de solidariedade”, mesmo diante das acusações de que se trata, na verdade, de uma operação coordenada por uma organização terrorista.



