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Erro em exames faz seis pacientes contraírem HIV após transplante de órgãos no Rio de Janeiro

Transplante de órgãos termina em seis pessoas contaminadas – Foto: Canva/Divulgação/ND
Seis pacientes no Rio de Janeiro testaram positivo para HIV após receberem órgãos transplantados. A descoberta foi feita durante uma investigação conduzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério Público, que identificaram que dois dos doadores eram soropositivos. No entanto, exames realizados pelo laboratório PCS, contratado pela Secretaria Estadual de Saúde, indicaram erroneamente que os doadores estavam livres do vírus.

O caso veio à tona após um paciente, que havia recebido um transplante de coração há nove meses, começar a sentir-se mal e procurar atendimento médico. Exames revelaram que ele estava infectado com HIV, o que gerou um alerta. Outros cinco casos semelhantes foram identificados em seguida.

A doação de órgãos segue um protocolo rigoroso, que inclui a confirmação de morte encefálica e exames clínicos para garantir a aptidão dos doadores. O laboratório PCS, que realizou os exames de HIV nos doadores, havia sido contratado em caráter emergencial pela Secretaria Estadual de Saúde em dezembro de 2022, substituindo o Hemorio, que estava sobrecarregado.

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Após a descoberta dos erros, a Anvisa interditou o laboratório devido a diversas irregularidades. Estima-se que até 600 pessoas possam ter sido afetadas, e 288 doadores estão sendo retestados para verificar se há mais casos de exames de HIV falsamente negativos.

A secretária estadual de Saúde do Rio, Claudia Maria Braga de Mello, afirmou que o governo não tem vínculo com o laboratório além do contrato emergencial, e que uma sindicância foi aberta para investigar o caso. Ela também garantiu que o sistema de transplantes no Brasil é seguro e que esse episódio foi um incidente isolado, sem precedentes na história dos transplantes no país.

O caso gerou grande repercussão e levou centrais de transplantes de todo o Brasil a se reunirem para discutir medidas de segurança e evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.