Uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre acesso à educação voltou a viralizar nas redes sociais neste sábado. No discurso, Lula compara o Brasil a outros países da América Latina e critica a ideia, segundo ele arraigada ao longo da história, de que pessoas pobres nasceriam apenas para o trabalho braçal, e não para o estudo.
Ao abordar o tema, o presidente afirmou que o Brasil levou mais de quatro séculos para criar sua primeira universidade, enquanto a República Dominicana, descoberta em 1498, teria criado uma instituição de ensino superior apenas 32 anos após a chegada de Cristóvão Colombo.
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Durante a fala, Lula declarou: “Pobre não nasceu para estudar. Pobre nasceu para trabalhar. Estudar é filho de rico, que pode fazer na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Espanha.” Em seguida, criticou estereótipos históricos associados ao trabalhador nordestino e às profissões da construção civil.
O presidente ressaltou que atividades como a de pedreiro são valiosas, mas defendeu que pessoas de origem humilde também tenham a chance de ocupar outros espaços. “A gente não quer ser só pedreiro. A gente quer ser engenheiro, a gente quer ser doutor, a gente quer ser médico, a gente quer ser professor”, afirmou.
Lula ainda disse que a superação dessas desigualdades passa pela ampliação de oportunidades e pelo acesso à educação. Segundo ele, os avanços recentes têm permitido que mais jovens negros alcancem a universidade e o doutorado.
O discurso gerou ampla repercussão nas redes sociais, com apoiadores destacando a crítica social e opositores interpretando a fala como polêmica. Trechos do pronunciamento foram compartilhados fora de contexto em algumas publicações, o que ampliou o debate online.



