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Clima ameaça abastecimento de etanol e amplia incertezas no mercado de combustíveis

O avanço das chuvas sobre as regiões canavieiras começa a pesar sobre o mercado de etanol e coloca o calendário da safra 2026/27 sob pressão. Em São Paulo, a oferta mais limitada ajuda a sustentar os preços, mesmo com a redução das negociações. O movimento acende um alerta para produtores, distribuidores e demais agentes do setor, que acompanham os possíveis reflexos das dificuldades operacionais sobre a disponibilidade do biocombustível.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações prejudicam o ritmo de moagem da cana nas usinas paulistas e de outros estados produtores. Com menos matéria-prima sendo processada no ritmo esperado, o mercado enfrenta restrições tanto no etanol anidro, misturado à gasolina, quanto no hidratado, vendido diretamente nos postos. Nesse contexto, a disputa pela oferta disponível ajuda a explicar os negócios fechados por valores mais elevados, especialmente no segmento do hidratado.

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A preocupação se estende aos próximos meses, diante da possibilidade de novas chuvas em novembro e dezembro. Caso os impactos climáticos persistam, as usinas poderão precisar de mais tempo para concluir a moagem, adiando o encerramento da safra. Para o mercado, o principal ponto de atenção será o equilíbrio entre produção e demanda: uma oferta limitada por período prolongado pode manter as cotações pressionadas, embora a evolução dos preços também dependa do ritmo de comercialização e das condições de abastecimento.

As informações são do portal Cenário MT.