Parlamentares da oposição no Paraguai anunciaram a articulação de um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank. O senador Rafael Filizzola afirmou que um grupo trabalha na elaboração da acusação e busca apoio de outras forças políticas. Até terça-feira (3), porém, o pedido ainda não havia sido protocolado oficialmente.
A crise começou após o Banco Central identificar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido, determinando a suspensão dos serviços bancários. A medida impediu clientes de acessar contas, realizar transferências e utilizar cartões, provocando filas em agências e caixas eletrônicos. A legislação paraguaia prevê a proteção de depósitos de até 228,3 milhões de guaranis por cliente e instituição, com prazo inicial de até 15 dias para restituição.
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A oposição também questiona possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades e o banco. O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, dirigiu o Ueno até agosto de 2023, enquanto Peña manteve vínculos empresariais anteriores com o grupo controlador, embora a instituição tenha declarado à Reuters que ele não foi acionista nem investidor do banco. O Banco Central abriu uma investigação administrativa, ainda sem conclusão. Para que o impeachment avance, a Câmara dos Deputados precisa aprovar a acusação por dois terços dos votos, cabendo posteriormente ao Senado julgar o presidente.
As informações são do portal Conexão Política.



