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Consulta pública sobre tratamento contra câncer mobiliza médicos e pacientes em todo o país

Foto: Reprodução

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Termina nesta segunda-feira (8) o prazo para participação na Consulta Pública nº 39/2026, promovida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A proposta em análise trata da inclusão do medicamento pembrolizumabe no SUS para o tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo de alto risco em estágio inicial, uma das formas mais agressivas da doença.

O tema ganhou repercussão após manifestações de especialistas da área. O mastologista Dr. Daniel Buttros, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) e integrante da Sociedade Brasileira de Mastologia, alertou para a importância da participação popular no processo. Segundo ele, embora a imunoterapia já esteja disponível para pacientes atendidos por planos de saúde, mulheres que dependem exclusivamente do SUS ainda não têm acesso ao tratamento, o que amplia a desigualdade entre os sistemas público e privado.

O medicamento avaliado é o pembrolizumabe, uma imunoterapia utilizada em combinação com quimioterapia antes da cirurgia e posteriormente como tratamento complementar. Estudos apresentados à Conitec indicam benefícios clínicos relevantes para pacientes com câncer de mama triplo-negativo, incluindo redução do risco de recorrência da doença e aumento das chances de controle do câncer. Atualmente, a tecnologia ainda não faz parte da rede pública para essa indicação específica.

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Além da Consulta Pública nº 39/2026, a Conitec também recebe até esta segunda-feira contribuições sobre a Consulta Pública nº 40/2026, que avalia a incorporação do mesmo medicamento para o tratamento de primeira linha do câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado. Ambas as consultas fazem parte do processo de avaliação de novas tecnologias que poderão ser oferecidas pelo SUS futuramente.

A participação é aberta a qualquer cidadão por meio da plataforma Brasil Participativo, mediante login Gov.br. As manifestações da sociedade serão analisadas pela Conitec antes da emissão da recomendação final ao Ministério da Saúde. Para médicos, pacientes e entidades ligadas ao combate ao câncer, a mobilização popular representa uma oportunidade de fortalecer o debate sobre o acesso igualitário a tratamentos modernos e potencialmente mais eficazes para brasileiros que dependem da rede pública de saúde.

As informações são do portal Quadro Geral.

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