A alta do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode impactar os preços dos combustíveis no Brasil nas próximas semanas. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a defasagem média da gasolina no país chegou a R$ 0,42 por litro na segunda-feira (2), indicando espaço para reajustes. Representantes do setor avaliam que produtos importados e refinarias privadas tendem a repassar mais rapidamente as variações externas, enquanto a Petrobras pode aguardar maior estabilidade antes de decidir sobre eventuais aumentos.
A tensão se intensificou após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano. A rota marítima concentra cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é estratégica para grandes produtores do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Especialistas apontam que qualquer restrição prolongada na região tende a manter os preços da commodity em patamar elevado, com reflexos diretos sobre inflação, custos de transporte e cadeia produtiva.
No cenário interno, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para os dias 17 e 18 de março, ocorre em meio à expectativa de início do corte da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que a gasolina foi vendida, em média, a R$ 6,28 por litro entre 22 e 28 de fevereiro, enquanto o diesel S10 ficou em R$ 6,09 e o etanol em R$ 4,63. A prévia da inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio do IPCA-15, apontou alta de 1,38% em fevereiro, com avanço nos preços de combustíveis. Analistas avaliam que a volatilidade externa e o comportamento do dólar seguem no radar e podem influenciar decisões econômicas nas próximas semanas.
Com informações do portal Enfoque MS.
































