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Como no Brasil, França cogita aumentar impostos sobre “grandes fortunas”

Emmanuel Macron e o primeiro-ministro da França, Michel Barnier - Foto: Ludovic Marin / AFP... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/mundo/quem-e-michel-barnier-o-novo-primeiro-ministro-da-franca/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos

O governo da França, liderado pelo primeiro-ministro Michel Barnier, anunciou nesta quinta-feira (10) uma proposta para elevar os impostos sobre “grandes fortunas” e empresas de grande porte. A medida visa reduzir o déficit público e aumentar a arrecadação estatal, ajudando o governo a cumprir as regras fiscais impostas pela União Europeia.

Com a proposta, o governo quer arrecadar aproximadamente 8,5 bilhões de euros ao tributar os lucros das grandes empresas, além de mais 2 bilhões com o aumento do imposto sobre “grandes fortunas”. A ideia é que esses recursos sejam usados para equilibrar as finanças públicas e fortalecer o caixa do Estado.

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Contudo, a iniciativa enfrenta resistência política, inclusive dentro do próprio governo. Um membro do partido do presidente Emmanuel Macron alertou que o aumento de impostos pode ter um impacto econômico mais amplo, afetando também setores da classe média e outros contribuintes, não apenas os mais ricos.

No Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou ontem (10) que está na mesa do governo a criação de um imposto mínimo para grandes fortunas. A ideia é taxar rendimentos acima de R$ 1 milhão anuais.