Em novembro de 2024, o preço da cesta básica em Campo Grande alcançou R$ 772,45, colocando a capital sul-mato-grossense como a quarta mais cara do país, atrás apenas de São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Os dados são do Dieese/MS (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Aumento acumulado e impacto no orçamento
Ao longo do ano, o custo da cesta básica na cidade teve um aumento acumulado de 10,7%, pressionando ainda mais o orçamento dos consumidores. Somente nos últimos dois meses, o preço subiu 5% em outubro e mais 2,85% em novembro.
Itens essenciais como óleo de soja, carne bovina e café foram os grandes responsáveis pelo encarecimento. Em novembro, esses produtos registraram altas expressivas de 39,8%, 10% e 52%, respectivamente, segundo o Dieese-MS.
Peso no bolso do trabalhador
Para alimentar uma família de quatro pessoas com os itens básicos, é necessário desembolsar R$ 2.317,35 por mês. Esse custo representa uma carga significativa para os trabalhadores da cidade, que precisam dedicar 120 horas e 21 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica.
O comprometimento do salário mínimo líquido com a alimentação básica subiu para 59,14% em novembro de 2024, comparado a 55,27% no mesmo período do ano passado. A renda líquida considerada é de R$ 1.121,10, evidenciando o impacto crescente no poder de compra.
Comparativo nacional
Apesar de liderar o ranking de alta em outubro, Campo Grande segue como um reflexo das dificuldades enfrentadas em todo o país, onde alimentos básicos têm registrado sucessivas elevações nos preços. O aumento acumulado e as altas expressivas de produtos específicos demonstram a necessidade de medidas para aliviar o custo de vida da população.






























