No domingo (7), Dia da Independência, milhares de brasileiros participaram de manifestações em diversas capitais em apoio e oposição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo reportagem do jornal The New York Times. Imagens aéreas mostraram que os apoiadores superaram de forma expressiva os opositores, formando um “mar de pessoas de verde e amarelo” em cidades como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
O periódico norte-americano descreveu os atos como alguns dos maiores já realizados desde o início do processo judicial contra Bolsonaro, que entra na sua semana final no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento pode resultar em condenação por tentativa de golpe após as eleições de 2022, com possibilidade de mais de 40 anos de prisão.
Segundo o The New York Times, os protestos ocorreram de forma festiva e pacífica. Discursos de líderes políticos de direita marcaram os atos, que também contaram com a presença dos filhos do ex-presidente. Vendedores ambulantes comercializaram churrasquinho, pipoca e cerveja, enquanto manifestantes levantaram bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Em São Paulo, uma bandeira americana gigante foi carregada sobre a multidão.
Apesar da inelegibilidade de Bolsonaro até 2030, muitos participantes expressaram esperança na restauração de seus direitos políticos. Alguns citaram o presidente Donald Trump como aliado. “É perseguição política. E Trump está nos ajudando, ele vê o que está acontecendo aqui”, disse ao jornal Davidson Roque, 36, vendedor de comida que participou do ato enrolado na bandeira americana.
Os protestos contra Bolsonaro reuniram grupos de esquerda, intelectuais e ativistas no Rio de Janeiro. Cartazes com a frase “derrotar Trump” e ilustrações de Bolsonaro atrás das grades foram registrados pelo New York Times, que destacou pedidos pela condenação do ex-presidente e críticas à possível influência dos EUA no processo judicial brasileiro.
A reportagem também abordou a discussão em torno de uma possível anistia a Bolsonaro e aliados no Congresso, considerada central para o futuro político do ex-presidente. A medida poderia evitar a prisão, mas também impediria a participação de Bolsonaro em futuras eleições.



