O Brasil está com quase 5 milhões de quilômetros quadrados cobertos por fumaça, o que representa cerca de 60% do território nacional, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse cenário alarmante é consequência de um número recorde de queimadas, especialmente na Amazônia, que enfrenta o maior volume de incêndios dos últimos 19 anos.
O aumento contínuo desses focos de incêndio está impactando diretamente a qualidade do ar nas regiões afetadas. Nos últimos dias, algumas cidades brasileiras registraram níveis de poluição “perigosos” para a saúde humana. De acordo com a plataforma suíça IQAir, que monitora em tempo real a concentração de poluentes, quando os níveis de partículas no ar ultrapassam os 300 µg/m³, a situação é classificada como de risco extremo.
Especialistas apontam que a fumaça vem principalmente do sul da Amazônia, abrangendo os estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso. Porém, focos também são registrados em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. A previsão é que, até o final da semana, a fuligem atinja até as capitais da Argentina e Uruguai.
Na segunda-feira, São Paulo foi apontada como a metrópole com a pior qualidade de ar no mundo, segundo o IQAir. A cidade ocupava o segundo lugar no ranking global, com um índice de 158, logo atrás de Lahore, no Paquistão, e superando capitais como Jacarta, Dubai e Kinshasa.



