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Banco Master é suspeito de nova fraude de R$ 11 bilhões ligada ao PCC

O Banco Master está no centro de uma nova investigação que apura uma suspeita de fraude financeira superior a R$ 11 bilhões, envolvendo recursos de fundos ligados a uma empresa sob investigação por possíveis conexões com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O caso ganhou novos desdobramentos após o Banco Central encaminhar um relatório ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF), detalhando uma série de irregularidades identificadas na atuação da instituição financeira. Paralelamente, o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, prestaram depoimentos à Polícia Federal (PF) em outra apuração que investiga uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.

Segundo o relatório do Banco Central, o Banco Master teria realizado investimentos em fundos utilizando nomes de “laranjas” para ocultar a real origem e destinação dos recursos. Parte desses ativos foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto deste ano, com foco no combate à lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas financeiras e postos de combustíveis.

Ainda conforme o documento, os negócios do Banco Master com a Reag — distribuidora de títulos que foi proibida de operar na Bolsa de Valores de São Paulo em outubro — teriam movimentado aproximadamente R$ 11 bilhões.

As investigações seguem em andamento e os órgãos de controle avaliam a extensão das irregularidades, além das possíveis responsabilidades administrativas, civis e criminais dos envolvidos.