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Aumento nos preços de alimentos encarece café da manhã dos brasileiros

Imagem ilustrativa

O café da manhã tradicional dos brasileiros sofreu um aumento significativo nos últimos meses, impactado pela alta nos preços de itens básicos. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,70% no mês, acumulando aumentos consecutivos desde setembro de 2024.

Entre os produtos que mais contribuíram para essa elevação, destacam-se o ovo de galinha, com aumento de 15,39%, e o café moído, que subiu 10,77% em fevereiro. Esses reajustes impactam diretamente o custo do desjejum dos brasileiros.

Especialistas apontam que fatores climáticos, como geadas e fenômenos como El Niño e La Niña, afetaram a produção de café, contribuindo para a alta nos preços. Além disso, o aumento na exportação de ovos, devido a problemas relacionados à gripe aviária nos Estados Unidos, e a maior demanda interna com a volta às aulas, pressionaram os preços desse item.

Outros componentes do café da manhã também registraram aumentos. O mamão teve alta de 11,7%, enquanto o pão francês subiu 0,82%. Esses reajustes refletem a tendência de aumento nos preços de alimentos, afetando o orçamento das famílias brasileiras.

A inflação geral de fevereiro foi de 1,31%, a maior para o mês desde 2003, influenciada não apenas pelos alimentos, mas também pelos custos de energia elétrica e educação. O acumulado dos últimos 12 meses atingiu 5,60%, acima da meta estabelecida pelo Banco Central.