O número de atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande registrou um aumento de 33% entre o fim de fevereiro e março deste ano, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde. No dia 28 de fevereiro, foram contabilizados 3.561 atendimentos, enquanto no dia 31 de março o total chegou a 4.761, refletindo uma alta demanda por atendimento médico emergencial na capital sul-mato-grossense.
A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, atribui esse crescimento ao aumento de casos de problemas respiratórios e à maior gravidade de doenças crônicas. Segundo ela, a média diária de atendimentos varia entre 2,5 mil e 3 mil pacientes, mas no final de março as UPAs chegaram a registrar quase 5 mil atendimentos em um único dia, gerando sobrecarga no sistema e ampliando o tempo de espera.
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Conforme divulgado pelo G1, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul alertou para o impacto da alta demanda na qualidade do atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais da saúde. Para minimizar a sobrecarga, a prefeitura anunciou a contratação emergencial de 56 médicos, que devem começar a atuar nos próximos dias. Além disso, uma reunião com autoridades da área da saúde foi convocada para discutir estratégias diante do aumento de casos de doenças respiratórias e arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.



